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Oportunidades do mercado jurídico no Brasil

oportunidades do mercado jurídico

Quais as oportunidades do mercado jurídico no Brasil?

A suposta saturação do âmbito do direito nacional é bastante comentada atualmente, mas ela é real? O mercado jurídico está realmente com mais profissionais do que oportunidades de emprego?

A ideia de saturação vem do enorme número de faculdades de direito em todo o país. No Brasil são mais de 1.500 cursos nesse segmento e 88.695 mil bacharéis formados anualmente. No entanto, essa noção foge em considerar as demandas do mercado.

Além de haver um número absoluto de processos lançados anualmente em comparação ao número total de advogados atuantes, resta lembrar que a atuação jurídica não se resume apenas à advocacia. Concurso públicos, trabalhos de consultoria e até administração são oportunidades para o profissional do Direito.

As novidades do mercado

Trabalhar com direito não é mais ter que escolher entre advocacia e concurso público. Assim como outros mercados, o mundo jurídico mudou, trazendo novidades para os profissionais da área.
Trouxemos aqui algumas oportunidades para os atuantes do Direito:

Consultoria

A consultoria jurídica se difere da advocacia por oferecer uma prestação de informação e estudo de uma questão específica abordada pelo cliente, sem a necessidade de atuar ativamente em um processo ou causa. Um advogado pode prestar consultoria, mas a atuação dele em uma causa geralmente vai além disso. O consultor analisa uma questão específica que muitas vezes se expande na análise de outras questões além do Direito, como Marketing e Vendas.

Grandes empresas de consultorias como a Mckinsey já prestam, há algum tempo, serviços que incluem análises jurídicas e regulatórias. Além disso, multinacionais em segmentos mais regulados como tabaco, petróleo e farmacêuticas têm consultores jurídicos internos para auxiliar nas demandas diárias.

Novos negócios

Com o uso das expertises jurídicas, áreas de que focam no crescimento da empresa e aquisição de novos parceiros passaram a ver com bons olhos a contratação de profissionais com um background jurídico. Isso porque, com um bom conhecimento jurídico é possível a realização de análises mais precisas relacionadas à segurança, às regulações necessária e claro, em questões contratuais diversas.
As habilidades dos profissionais de direito, as chamadas soft skills como: capacidade de negociação e análise crítica das situações, também são características que contribuíram para o crescimento do número de formados em Direito que são chamados para esse ramo.

Product Managers

Os gerentes de produtos ou Product managers são responsáveis pelo desenvolvimento de variados tipo de serviços, técnicas, metodologias e produtos que auxiliam o crescimento de uma empresa. Presente em empresas de tecnologia, essa profissão já atrai os olhares de empresas tradicionais do mercado, que estão em busca de inovação.

A área é multidisciplinar e diferente do que muitos pensam, os “produtos” não se limitam a softwares, bens de consumo ou campanhas de marketing. Muitas empresas necessitam de soluções que diminuam a burocracia, auxiliem com questões regulatórias, minimizem o período de aprovação de bens e serviços ou que aumentem a segurança da empresa ou do consumidor em transações comerciais. Nesses casos, um profissional com conhecimento jurídico é fundamental para trazer as perspectivas necessárias para o desenvolvimento dessas soluções.

Mas e as tradicionais áreas da advocacia e dos serviços públicos?

Apesar de poucas novidades, o âmbito público apresenta uma gama imensa de opções. Delegados, juízes, promotores, procuradores, diplomatas, embaixadores entre outras são opções para aqueles que desejam buscar carreira pública.

Já a advocacia, impulsionada pelas mudanças da atualidade, apresenta novas áreas de atuação. Dentre elas: segurança digital, proteção de tecnologia, Fashion Law e Games. Apesar de funcionarem com base em ramos tradicionais, como a Propriedade Intelectual e Concorrência, essas áreas trazem um foco diferente e uma abordagem mais atual das questões de mercado. Muitas delas precisam não somente de respaldo jurídico, mas de análises comerciais, de comunicação, consumo, arte, entre outras áreas do conhecimento.

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