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Nova norma de recebíveis de cartões gera oportunidades para as Fintechs.

Finalmente, começa a funcionar em 7 de junho de 2021, a nova regulamentação de recebíveis de cartões.

Ou seja, a regra acaba com a hegemonia das grandes adquirentes e dos grandes bancos, abrindo mais espaço para as fintechs. A nova regra permitirá um ambiente mais justo de negociação para os pequenos e médios empresários. E esses players poderão ser beneficiados com produtos inovadores e taxas de juros mais baixas.

Agora, de acordo com a publicação FINSIDERS e com a Resolução CMN nº 4.734, de 2019, e com a Circular BCB nº 3.952, de 2019, as registradoras de recebíveis de cartões – CIP, TAG e CERC -, sistemas autorizados e supervisionados pela autoridade monetária, irão atuar como uma espécie de interface entre players, lojistas e profissionais que desejam obter crédito utilizando seus recebíveis e potenciais financiadores.

Oportunidades de negócios e serviços

Ao mesmo tempo, para as fintechs como Advocart, o novo modelo vai trazer mais oportunidades de negócios e serviços.

É o caso, por exemplo do produto Advocart Pay. Um serviço especial, no qual, os clientes que possuem a conta digital podem receber pagamentos de honorarios via cartao e também antecipar esses valores.

Com mais informação disponível, maior é a competitividade e o espaço para novos players

De acordo com o diretor executivo da Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs), Renan Schaefer, a regulamentação traz muito potencial de desenvolvimento de negócios em se tratando de recebíveis de cartões e permite que empresas menores tenham o mesmo nível de acesso a produtos financeiras que hoje são oferecidos somente para as grandes companhias. 

Dessa forma, o novo modelo de negócio permite um maior acesso à informação e, com isso, uma garantia que antes não existia, reduzindo o risco e, consequentemente, a taxa de juros.

“Antes, existia no mercado um fator chamado assimetria de informação, essa questão fazia com que empresas grandes e mais maduras conseguissem prover um nível de informação maior para os agentes financeiros. Agora, com acesso a essas informações, isso dá um grau de segurança e grau de informação muito grande, o que permite precificar melhor e oferecer melhores produtos.

Em outras palavras, a avenida de crescimento para as fintechs é grande. Não à toa, novos players começam a avançar no segmento.

A Monkey Exchange, marketplace de recebíveis, lançou, por exemplo, uma plataforma para negociação de recebíveis de cartão de crédito. Na qual, lojistas poderão oferecer sua carteira de recebíveis de cartão de crédito ou parte dela para financiadores.

Nessse ínterim, a Advocart surge como uma inovação por ser uma fintech que disponibiliza os recebíveis de cartões para os clientes da conta digital.

Tanto a CERC quanto a TAG acreditam que esse é só o começo das mudanças.

“Este é apenas o primeiro passo. Novos produtos e serviços como plataforma, surgem como novos ativos, como de duplicatas escriturais e a realização da escrituração em si”

para o CEO da CERC, registradora irá explorar as oportunidades que surgem com a regulação e que um dos seus diferenciais será a oferta de soluções e serviços aderentes a cada cliente. Já Caroline revelou que a TAG tem trabalhado em três frentes para ampliar a base de clientes, são elas: técnica, customer experience e comercial. 

Impactos gigantes

Ao mesmo tempo, para o CFO da BLU, Rafael Sobral, o mercado é “gigante, muito ineficiente e pouco explorado” e quem deve sentir algum impacto negativo com a mudança são os adquirentes. Segundo dados da Abecs, o mercado de cartões movimenta R$ 2 trilhões, sendo R$ 1,18 trilhão em crédito.

“Quem perde são os grandes bancos. Ou seja, um mar azul para fintechs, para empresas mais disruptivas, que operam mais o digital, entendem o que agrega valor aos serviços. Enxergamos com muito bons olhos e queremos ajudar com soluções boas para o varejo. A gente está na onda das empresas que vão causar a disrupção”, avalia. 

Para o fundador e CEO da Trademaster, Francisco Pereira, a agenda do BC busca quebrar essas relações um a um com a democratização de acesso aos recebíveis e Open Banking.

Do mesmo modo, outro empresário que está bastante otimista é o sócio-fundador da Justa, Eduardo Vils, que estima um crescimento de pelo menos seis vezes no volume transacionado na maquininha, que hoje está em R$ 1 bilhão. Ele revela ainda que 20% da sua base é de crédito e que esse porcentual deve chegar a 40% até o final do ano. 

Agora, os bancos vão continuar sendo os principais fornecedores de crédito, mas as fintechs vão incomodar.

“Não vejo êxodo de migração de crédito dos grandes bancos para as fintechs. As fintechs podem incomodar por serem um caminho mais curto.

Ou seja, As fintechs vão ganhar muito espaço não só por conta de caixa, mas também pela experiência. A gente entende que foi um dos propulsores para mudar o mercado”, avalia. 

É a hora e a vez das fintechs e da disrupção. Seja exclusivo. Seja Advocart bank.

Portanto, se mercado dos bancos digitais está animado com as notícias sobre a nova regra de recebíveis de cartões, o segmento jurídico não perde por esperar o lançamento da primeira fintech exclusiva para Estudantes e Bacharéis de Direito, Advogados e Escritórios de Advocacia.

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